Fazenda de lúpulo paulista comemora segunda safra com parceria científica 

Fazenda de lúpulo paulista comemora segunda safra com parceria científica 

- em Bev Hack Lab (BHL), Content Lab, Inovar
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Agritech Silver Hops integra o projeto Fazenda Santa Catarina, da Ambev, e inicia sua segunda colheita no fim de maio, fomentando pesquisa e inovação para a produção de lúpulo brasileiro. 

A Agritech Silver Hops recebeu na última segunda-feira, 23, mais um investimento que acompanha o programa de inovação para ampliação e melhoria na produção de lúpulo brasileiro: uma máquina peladora que limpa e separa mecanicamente os cones de lúpulo de folhas, galhos e impurezas. O equipamento chega como apoio para a produtividade da segunda safra da fazenda experimental, cuja colheita acontece do final maio até julho..  

Com a chegada da máquina, a Silver Hops, que está inserida na Fazenda Pratinha, na região da Alta Mogiana, e faz parte do projeto Fazenda Santa Catarina, da Ambev, parte para uma nova fase. Agora, a agritech conta também com a parceria científica do Dr. Pablo Forlan Vargas, professor da pós-graduação em Agronomia na área de melhoramento genético da Unesp – Jaboticabal, e o estudante de agronomia Julio Cesar Paim.

Parceria com cientistas mira inovação no cultivo nacional de lúpulo

Segundo Vargas, o trabalho desenvolvido envolve suplementação de luminosidade via diferentes luzes de LED e cobertura de solo. O intuito é avaliar o impacto que essas variantes apresentam no desenvolvimento quantitativo e qualitativo das plantas. 

“Com o engajamento da Silver Hops em pesquisa, creio que os resultados obtidos darão suporte à expansão do cultivo de lúpulo em regiões tropicais, como a nossa. E isso é de suma importância para o desenvolvimento do lúpulo no País”, explica. “O melhoramento genético não se refere apenas à produção, mas à qualidade também, porque a indústria cervejeira demanda padrões qualitativos para a utilização desse lúpulo”. 

Para ele, o desafio é grande, porque poucos são os trabalhos realizados no Brasil com suplementação de luz e cobertura de solo. “Esperamos em breve ter resultados interessantes para serem disponibilizados, não só junto à comunidade científica, mas também a todos os produtores de lúpulo brasileiro, principalmente àqueles que estão em regiões similares à nossa Alta Mogiana”. 

Superando expectativas na fazenda de lúpulo

Segundo Stefano Kretzer, agrônomo e responsável técnico pela Silver Hops, os resultados têm surpreendido desde o

O agrônomo e responsável técnico Stefano Kretzer, checando a produtividade | Fotos: divulgação

início do plantio, em dezembro de 2021. “Estamos tendo desenvolvimento além das expectativas, plantas com bom manejo e bem nutridas, expressando grande produtividade e qualidade”. 

O ciclo de plantio fica entre 100 a 120 dias, sendo esta a segunda colheita da fazenda, seguindo do final de maio até julho.

São esperados cerca de 300g de lúpulo seco por planta, com variações dentre os 10 cultivares diferentes, ou seja, produção de 400 a 800kg por hectare. O lúpulo será peletizado na própria fazenda e, após o beneficiamento, seguirá para as fábricas da Ambev. “Após a colheita, esperaremos este período de inverno e, em agosto, começamos um novo ciclo novamente”, explica o agrônomo.

Sobre a Silver Hops Agritech

A agritech Silver Hops está localizada na Fazenda Pratinha, na região de Ribeirão Preto no interior de São Paulo, e tem cerca de 1,5 hectare destinado ao cultivo de 10 variedades de lúpulo em caráter experimental, e mais 3,5 hectares reservados para uma expansão futura. Estão sendo feitos testes diversos com adaptações ao solo, clima e condições naturais do local. 

Além do desafio de investir em uma espécie forasteira, o trabalho na fazenda baseia-se em inovações tecnológicas da produção. A propriedade se transformou em um verdadeiro laboratório de inovações com processos automatizados de irrigação, o monitoramento é feito com drones programados e com capacidade de captação de imagens em espectroscopia, fertirrigação de precisão e iluminação especial que são comandadas por aplicativos. Na fazenda também existe uma unidade beneficiadora, que peletiza o lúpulo, deixando-o pronto para comercialização.

 

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