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Premiação do concurso de melhor cerveja do Brasil acontece na terça-feira dia 12 de março em Blumenau - Farofa Magazine

10/03/2019

por: Bia Amorim
Premiação do concurso de melhor cerveja do Brasil acontece na terça-feira dia 12 de março em Blumenau - Farofa Magazine
Julgamento de cervejas. Festival Brasileiro de Cerveja em Blumenau. Foto: Divulgação

Este ano o evento teve 3.115 cervejas inscritas. Cresceu 9% em relação ao ano passado. O mercado artesanal ainda tem fé. Olhamos também os números. Veja só.

Todo começo de ano, bem próximo a ressaca de carnaval, acontece em Blumenau, o Festival Brasileiro de Cerveja, o maior da América Latina. O concurso que premia as melhores nacionais em diferentes estilos já é o terceiro maior do mundo e está em sua oitava edição. 

Paraíba, Sergipe e Tocantins estão debutando no evento. Por diversos fatores (regionais, financeiros, de tradição, público-alvo, etc) Santa Catarina ostenta o maior número de cervejas (são 672 inscrições; mas Rio Grande do Sul está no vácuo com 647) e São Paulo tem 101 cervejarias inscritas, sendo o primeiro neste quesito. É preciso lembrar que as cervejarias ciganas são contabilizadas como análogas no meio da multidão, mas não sei dizer ao certo qual é a proporção. Amazonas é longe, mas ainda sim tem duas representantes.

Teto do galpão Eisenbahn, onde ocorre o julgamento durante três dias, em Blumenau/SC. Foto depois de uma dezena de amostras.

Das novidades possíveis, ou seja, cervejas que ainda não estão no mercado, 317 rótulos estão concorrendo na categoria experimental. É um vale tudo em busca do equilíbrio, seja ele com qual escolha de receita for. Além do mais é aquele destaque que deve vender o ano inteiro até chegar em todos os curiosos de plantão.

Ainda não saímos das globais IPA´s e suas variações em números. É a primeira em maior número de inscrições. O sucesso vende na prateleira com a fama do famoso “fulano me disse!”. Na batalha, a Pale Ale, sua prima próxima, está em segundo lugar, ambas carregado o primeiro nome American. O trigo (South German - Style Hefeweizen) não perde o pódio e mantém um bom lugar ao sol com o terceiro lugar.

Não é difícil acreditar que o Brasil está mesmo empolgado com as cervejas Sours. Muitos dos dinossauros profissionais que trabalham no mercado cervejeiro já tinham profetizado anos atrás que o azedo poderia reinar, a prova disso está nas mãos do jornalista Bob Fonseca que mantém uma pesquisa anual muito interessante (LINK AQUI).

A Catharina (delicinha, refrescante e com acidez na medida) Sour está com 105 rótulos concorrendo, é a Brazilian Beer – Catharina Sour. Imagina a quantidade de fruta brasileira, lactobacilos, leveduras, azedume do bem e sabores complexos e animados estamos colocando no mundo. Salivo só de pensar. Este é apenas o segundo ano que o estilo está sendo julgado, o que mostra que unidos venceremos ;)

Para completar essa montanha de números cervejeiros, somos (sou uma das juradas <3 ) em 121 jurados, profissionais de todas as áreas do mercado cervejeiro. São 25 países do planeta. Total de 62 brasileiros (11 estados), com a mente aberta aos sabores daqui e experiência de carreira e mais 59 pessoas com sensorial totalmente diferente, treinados em outras circunstâncias e com a mente focada em buscar com técnicas distintas das nossas. Deste número, somos em 33% mulheres e 67% homens. Em 2016 apenas 18% era a participação feminina.

Mas ninguém toma cerveja e julga se não tiver um staff enorme. Aqui são pessoas do mercado, jovens, mais velhos, novatos e experientes profissionais que são voluntários e ajudam em todo o complexo movimento de carregar e trazer e tirar e servir e fazer toda a logística tecnológica dos tablets e sistema de julgamento. Ao vivo, as informações vão para um software que ajuda no processo de qualificação das amostras, todas numeradas e organizadas.

Na terça-feira dia 12/03/2019 o "gran finale" acontece. Em um evento fechado, as vencedoras sobem ao palco para receber as palmas e brindes junto com os certificados e medalhas. Um evento importante para o mercado cervejeiro brasileiro e uma forma de ver o quanto ainda precisamos crescer, ao mesmo tempo que já podemos beber com orgulho.

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