Vai pra cozinha? Dá play na mistura!

Vai pra cozinha? Dá play na mistura!

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Fiquei definida como escritora da cena A&B ao ser apresentada como colunista da Farofa. Que demais! Faltou ser explicado (por mim, provavelmente): A&B é Alimentação & Bossa, essa é a minha parada e o tema da coluna. As bebidas são por conta da casa 😉 

Na hora de comer, só ou acompanhado/a, faço duas recomendações: coma o que gosta e ouça boa música. Ao contrário do que é indicado pelos especialistas no que se refere à bebida – a boa é aquela que você gosta – ainda acho que muito pode ser melhorado nessa questão. Você gostar de algo muitas vezes quer dizer que está acostumado com aquilo, é o que você aprendeu a comer, a beber e a ouvir, no caso da música. Sem experimentar sabores diferentes fora da sua paleta familiar, a vida fica desbotada; ousar, desafiar o comodismo, os preconceitos e a inércia é uma proposta que trago para quem quiser ler – e por fim, comer, beber e ouvir o que tem por aí e por aqui. 

A experiência de um samba na cozinha é essa: misturar os sentidos – fome, sede, o desejo e o prazer – nos mesmos espaço e tempo, a cozinha na hora de comer. Foi assim que o SNC se apresentou, lá em 2012, e, depois, em 2018, no espaço Cozinhando com Palavras, na Bienal do Livro em São Paulo.

No início, um grupo de chefs amigos que cantam e amigos músicos que cozinham se encontrou na minha casa e extravasou seus talentos para além dos limites da cozinha, onde batucávamos ideias, panelas e tamborim. Começamos com receitas inventadas nos dias de encontro e um repertório de sambas e canções da MPB que falavam de comida. Tudo experimental.

Em outro momento, anos mais tarde, o SNC ganhou nova formação: éramos seis amigas do mesmo coro, nos reuníamos na minha cozinha para ensaiar arranjos vocais lindos e cheios de ginga para bossas e sambas. Delícia! Cada uma inventava o cardápio para o dia de ensaio. Com essas garotas levamos o SNC para alguns shows, um deles harmonizando as canções com pratos assinados pela chef banqueteira Dani Padalino @chefdanipadalino – de vatapá e caruru, na celebrizada South American Way por Carmen Miranda, à boa média com pão bem quente, quente de Conversa de Botequim e o Siri Recheado de João Bosco. Por aí vai.

No Spotify tem uma playlist com as canções que selecionei e fazem link com essa conversa de do Samba na Cozinha https://open.spotify.com/playlist/5OwrNM2DLut2gugt4Tl3Uh?si=bc890893296941d3 

E PRA BEBER? 

É lógico que a bebida faz parte de qualquer samba e cozinha que se prezem. Fermentados são os queridinhos das tardes e noites musicais do SNC – cervejas de todo estilo, vinhos tranquilos e borbulhantes –, com indicações para que seja degustada a maior diversidade possível, em notas e sabores. O samba tem gostinho de cerveja, a bossa de vinho? Tanto faz. A harmonia musical e gastronômica são parte da festa e compostas na levada do momento. Destilados são bem-vindos, também, inclusive batizando as preparações que estiverem fervilhando na panela ou resfriando na geladeira. Bom demais!

Nas próximas colunas vou trazer sugestões práticas de comes, bebes e canções. Quem quiser pode deixar dicas para qualquer uma das partes e fazer perguntas, topam? 

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