9 inovações que transformaram o mercado e o consumo de cerveja nos últimos anos

9 inovações que transformaram o mercado e o consumo de cerveja nos últimos anos

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Se o boom da cerveja artesanal foi um marco na produção e consumo da bebida há duas décadas aqui no Brasil, hoje, estamos vendo uma espécie de segunda revolução do mercado. Cervejas funcionais, sem glúten, sem álcool, com ingredientes inusitados, sem dar ressaca, entre outras inovações, têm ganhado um público que já não se contenta mais em simplesmente ~tomar uma gelada~. 

Listamos abaixo as mais recentes inovações que prometem ampliar as possibilidades na fabricação de cerveja no Brasil e atender novos consumidores.

Sem álcool, com sabor

Heineken 0% é uma das cervejas sem álcool bem sucedidas no Brasil | Foto: divulgação

Cerveja sem álcool não é nenhuma novidade. Porém, lançada no Brasil em julho de 2020, a Heineken Zero conquistou até quem achava que nenhum rótulo sem álcool prestava. Lançada para ressignificar a cerveja sem álcool e atingir bebedores diferenciados, a cerveja teve números surpreendentes no seu lançamento.

Além da Heineken, as artesanais brasileiras Blondine, Leuven e Dádiva também apostaram em bem sucedidas versões sem álcool e a Estrella Galícia ainda tem a única cerveja Tostada (malte escuro) 0% álcool do Brasil. Nos Estados Unidos já existe uma marca que produz exclusivamente cervejas sem álcool, a Athletic Brewing, que está inovando em diversos estilos. O sucesso é tanto que já inauguraram a segunda fábrica e tem importantes parceiros no esporte como os eventos Iron Man, USA Triathlon entre outros.

Na Europa, marcas conhecidas como Erdinger, Paulaner, Sagres, Schneider e Warsteiner também já têm cervejas 0% em seu portfólio.

Sem glúten, com presença

Novos públicos, nova cerveja. Stella Artois sem glúten impulsiona mercado mainstream para celíacos e intolerantes à proteína | Foto: divulgação

Também lançada em 2020, a Stella Artois sem glúten veio atender aos pedidos de celíacos, e não celíacos que optam por uma dieta sem a proteína presente em cereais como a cevada e o trigo. A marca afirma seu propósito de diversificar e democratizar a cerveja, e que os sabores da versão sem glúten e tradicional são idênticos. Os valores também são bem próximos no mercado.

Além da Stella, as artesanais brasileiras que têm cervejas sem glúten são: Farrapos, Le Manjue Uma, Jamile, Lake Side.

Cerveja low carb

Com menos calorias e carboidratos, Michelob Ultra mira no público fitness | Foto: divulgação

Em 2021, a Ambev passou a vender no Brasil a cerveja Michelob Ultra, bebida que aposta no consumo reduzido de carboidratos e teor calórico, focada no público que busca estilos de vida mais saudáveis.Tem apenas 79 calorias por garrafa long neck, ou seja, 46% menos do que as cervejas comuns e 80% menos carboidratos.

A experiência vem depois da mal sucedida Skol Ultra, cerveja low carb que saiu de circulação em 2017, alguns anos após ter sua publicidade – que ligava cerveja a atletas – notificada pelo Conar.

Das artenais produzidas: Noi Low Cab, Jump da cervejaria Kud, Life Lager da Albanos e Verace Lager Low Cab.

Cerveja com Vitamina D

Com dose extra de vitamina D, Corona Sun Brew ainda não chegou ao Brasil | Foto: divulgação

2021 começou com o lançamento da Corona Sun Brew pela Ambev, que possui, segundo a empresa, 30% de toda a necessidade diária de vitamina D. Além disso, a bebida é 0% álcool e tem apenas 60 kcal por garrafa long neck. Esta seria a primeira cerveja com vitamina D do mundo, mas hoje é vendida apenas no Canadá, país que enfrenta períodos de inverno rigorosos, quando as noites são mais longas que os dias.

Cerveja com rótulo fotossensível

Rótulo mostra mensagem quando exposto ao sol | Foto: divulgação

Lançada em janeiro de 2022, a Solar Bottle é a novidade da Sol: uma edição limitada de garrafas que, quando expostas à luz solar, revelam mensagens positivas. Mesmo com a novidade no rótulo – que tenta trazer um pouco mais de otimismo depois de anos pandêmicos – a cerveja permanece a mesma, em garrafas de 330 ml e 4,5% de teor alcoólico. A relação da cerveja com o sol já é de outros tempos, aproveitando ao máximo os trocadilhos possíveis. Desde 2020, a Sol é produzida no Brasil utilizando energia solar em suas fábricas no Paraná e em São Paulo.

Cerveja carbono neutro

Praya é a primeira cerveja carbono neutro a receber certificação B, concedida por uma instituição internacional a empresas que atendem critérios socioambientais | Foto: divulgação

A Praya foi a primeira cerveja brasileira a ser carbono neutro. Isso quer dizer que toda a emissão de carbono gerada na produção da bebida foi neutralizada através de ações ambientais. Integrante do programa “Amigo do Clima”, da WayCarbon, desde o final de 2020, a Praya emitiu neste ano um total de 1.366 toneladas de CO2e. A partir de uma estimativa para 2021 mapeada em 1.650 toneladas, a cervejaria já conseguiu compensar a pegada de carbono dos dois anos. Além disso, tornou-se a primeira cervejaria com selo B no País.

Embalagem 100% reciclada

Colorado Brasil com S Nº 18 | Foto: Divulgação

O mais recente rótulo da linha Brasil com S, da Cervejaria Colorado, é uma Black IPA, feita com rapadura. Além do novo sabor, o rótulo chegou em edição limitada em garrafas feitas de cacos de vidro reciclados, iniciativa inovadora por sua complexidade no processo. Essa foi a primeira garrafa a utilizar 100% de cacos de vidro para sua produção, enquanto as garrafas tradicionais utilizam, em média, 50% de material reciclado.

Cerveja instantânea

Magic Booze, lançada pela Cervejaria Pratinha em 2018 | Foto: Fran Micheli

A Cervejaria Pratinha causou um reboliço no mercado em 2018, quando lançou a sua Magic Booze, que ficou conhecida como “cerveja instantânea”. Na verdade, o produto era um concentrado feito à base da Pratipa, que vinha em uma garrafinha de 50ml e que poderia ser adicionada a um copo de água com gás gelada. O resultado era uma bebida fresca, feita na hora e em qualquer lugar, que tinha até uma espuma super cremosa. A experiência desencadeou outros projetos dentro do BHL – Beverage Hack Lab, laboratório de inovações da Ambev e até hoje muita gente lembra de amar ou odiar a ideia.

Fomento ao lúpulo nacional

Em janeiro, a Silver Hops, agritech na região de Ribeirão Preto, fez sua primeira colheita de lúpulo | Foto: divulgação

Nos últimos anos, a produção de lúpulo 100% brasileiro ganhou força, apesar de ainda o país ser dependente da importação do insumo cervejeiro. Mesmo assim, projetos como o Fazenda Santa Catarina e a agritech Silver Hops têm feito um trabalho importante para a ampliação e desenvolvimento tecnológico do cultivo em solo nacional.

Braza Hops, da Black Princess, Toda Nossa e Green Belly, da Lohn Bier, e uma Hop Lager da linha Brasil com S, da Colorado, são algumas das cervejas produzidas atualmente com lúpuloso nacionais.

 

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