Móveis para restaurante: 3 pontos para considerar antes de mobiliar o seu estabelecimento

Móveis para restaurante: 3 pontos para considerar antes de mobiliar o seu estabelecimento

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O mobiliário de um restaurante deve traduzir a essência do estabelecimento - como fez Claudia Novaes nesse projeto do restaurante Apó, que preza por um mood simples e original| Foto: Marcelo Magnani

A arquiteta Claudia Novaes explica que móveis para restaurante devem ser específicos para a finalidade e que podem até interferir na receita do negócio.

Você pode até não dar muita importância ao tipo de mobiliário quando vai a um restaurante. Porém, se começa a se sentir desconfortável e tem a sensação de não estar bem acomodado no local como cliente, é aí que o problema começa: o proprietário não deu atenção necessária na hora de escolher os móveis para restaurante.

Seja para garantir conforto para os clientes ou até para reforçar a estética do local, a escolha correta de um mobiliário para bares, restaurantes e padarias influencia diretamente na experimentação do espaço e até na segurança alimentar. 

“O mobiliário impacta até mesmo a receita do estabelecimento, determinando a quantidade de lugares e rotação de pessoas”, diz a arquiteta Claudia Novaes, especialista em arquitetura gastronômica e à frente do escritório CNdois Arquitetura. Para ajudar nessa escolha, Claudia Novaes explica três pontos essenciais na hora de escolher os móveis para o seu restaurante. 

Entenda o perfil do estabelecimento

Aqui, o restaurante Bodogami, com boardgames, projetado por Claudia Novaes ganhou mesas amplas que pudessem comportar tanto os jogos, quanto os pratos. Foto: Marcelo Magnani

Segundo a arquiteta, um dos primeiros pontos a se considerar quando se fala de móveis para restaurante é o ticket médio. Estabelecimentos com um alto ticket médio são considerados de alto padrão. “Para esses casos, os mobiliários podem ser maiores e mais confortáveis, permitindo que os clientes passem mais tempo ao redor da mesa”, afirma. 

Já para restaurantes com menor ticket médio, a especialista indica mobiliários mais simples e menores, para garantir maior rotatividade. Seguindo essa lógica, poltronas e sofás são utilizados com mais recorrência em estabelecimentos de alto padrão.

Coerência nas cores e materiais

Cores são essenciais para trazer a identidade visual até mesmo no mobiliário. Junto com elas, a madeira é uma aposta sem erro. Fotos: Marcelo Magnani

Um mobiliário bem escolhido também tem o papel de comunicar uma identidade visual, uma marca. “Seu estilo deve entender e respeitar o conceito do projeto do estabelecimento, ajudando a criar o clima desejado”, afirma Claudia Novaes. 

Para isso, as cores têm extrema importância, influenciando na percepção dos clientes sobre o espaço. “Coerência é a palavra-chave. Os tons e materiais devem fazer sentido com a identidade visual do estabelecimento, sendo mais sóbrias, ousadas ou jovens de acordo com o público que ali frequenta”, explica.

De maneira geral, os materiais para um mobiliário gastronômico também devem prezar pela resistência, já que terão um uso intenso e diário. “Móveis de madeira com acabamento PU são os mais recomendados, pela durabilidade. Tampos de madeira e mármore também são ótimos, mas seus cantos devem ser boleados, para evitar quebra”, afirma a arquiteta.

Em caso de peças estofadas, indicadas para estabelecimentos em que se deseja que o cliente permaneça mais tempo, os tecidos mais indicados são os courinos ou os sintéticos com base em poliéster. “Esses materiais são mais duráveis e pensados para alto fluxo. Deve-se fugir sempre das bases em algodão, pois mancham com facilidade”, indica. Restaurantes de alto padrão podem se aventurar por uma diversidade maior de tecidos, mas sempre levando em conta que a manutenção será maior.

Em caso de estabelecimentos com peças na área externa, Claudia Novaes indica a busca por mobiliários específicos, próprios para ambientes abertos. “Eles devem resistir ao vento, sol e chuva, sendo 100% próprios para área externa”, alerta. Os principais materiais são os de alumínio, ferro com pintura anodizada e madeiras especiais, mas existem até mesmo sofás e estofados propícios para esses ambientes, com tecidos náuticos.

“Na hora da escolha, a durabilidade é uma questão muito importante, pois móveis de restaurante são peças que se estressam por mais tempo, com pessoas sentadas por muitas horas e com grande rotatividade”, relembra a arquiteta. Por isso, a principal dica é sempre optar por mobiliários pensados para o uso comercial, vindos de fornecedores especialistas no ramo gastronômico.

Cuidados com tamanho e ergonomia

O conforto é essencial quando se fala de mobiliário. Aqui, as banquetas acompanham uma mesa mais alta, para momentos mais descontraídos. Claudia Novaes também especificou mesas baixas, para maior conforto. Foto: Marcelo Magnani

Impossível falar de móveis para restaurante, bares e padarias sem considerar o conforto – afinal, a experiência do cliente no estabelecimento deve ser agradável. ” Quando falamos de mesas, a altura deve ter em torno de 75 cm, ao passo que a largura é questionável de acordo com o tipo de negócio”, explica a arquiteta, que indica o uso de mesas de 70 x 70 cm, pensadas para duas pessoas. “Prefiro dar a possibilidade de juntar duas ou mais mesas, quando necessário, do que criar uma peça grande. Assim o layout não fica rígido”.

Agora, quando o assunto são as cadeiras, Claudia explica que o assento deve ter no máximo 50 cm de altura, para priorizar o conforto. “Em caso de composições de cadeiras e sofás, é importante se atentar que todos tenham a mesma altura, para não haver desnível entre quem está sentado na cadeira, e quem está no estofado”, alerta. Cadeiras com quatro pés são as mais estáveis e transmitem segurança, e as com braço são sempre indicadas para restaurantes com refeições mais longas. “Importante também sempre considerar também peças com inclinação no encosto, acomodando melhor a coluna”, indica.

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